Você já notou que algum animal ou planta sumiu da sua região ou que está ficando mais difícil de encontrar? O Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais, em parceria com a Fundação Biodiversitas e a Biocev, quer ouvir você.
PARTICIPE E FAÇA A DIFERENÇA
Minas Gerais abriga uma grande biodiversidade, com espécies únicas da Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga e dos Campos Rupestres. O projeto corresponde ao esforço do Governo de Minas Gerais para atualizar o status de conservação das espécies que ocorrem no Estado. Coordenado pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF-MG) e executado pelo consórcio Fundação Biodiversitas-Biocev em colaboração com comunidade acadêmica, o trabalho visa transformar o conhecimento científico em políticas públicas efetivas de proteção da fauna (animais) e da flora (plantas) de Minas Gerais.
Conhecer quais espécies da fauna e flora estão ameaçadas é o primeiro passo para sua conservação e proteção. Ao protegermos animais e plantas garantimos também a qualidade ambiental para o desenvolvimento social, uma vez que ecossistemas são responsáveis pelo fornecimento de água potável, pela regulação do clima, pela produção de alimentos e outros serviços ecossistêmicos importantes.
Listas vermelhas são instrumentos legais fundamentais para orientar políticas públicas, apoiar na tomada de decisão e fortalecer a gestão ambiental no território. É dever do poder público identificar as espécies em risco de extinção e as causas de seu declínio. Em Minas Gerais, a elaboração da lista estadual de espécies ameaçadas de extinção está prevista no artigo 214 da Constituição do Estado, sendo um dos dispositivos para a proteção da fauna e flora mineira.
A Lista Vermelha não é apenas um diagnóstico sobre o estado de conservação das espécies. Trata-se de uma ferramenta estratégica para planejar ações, orientar licenciamentos, subsidiar programas de conservação, apoiar a pesquisa científica e promover o desenvolvimento sustentável em Minas Gerais.
O processo de avaliação de risco de extinção é realizado através de análise de dados sobre as espécies que ocorrem no estado, utilizando os critérios da UICN (União Internacional para Conservação da Natureza), que consiste no padrão global mais rigoroso para medir o risco de extinção. Esse processo é realizado por especialistas em biodiversidade, taxonomia, ecologia e conservação, garantindo que a lista estadual seja elaborada a partir de critérios científico e sujeitos a verificação técnica.
Conheça mais sobre a metodologia de avaliação de risco regional da UICN.
O conhecimento sobre a biodiversidade é dinâmico e está sempre mudando, evidenciado pelas dezenas de novas espécies descritas anualmente no estado de Minas Gerais. Além disso, o crescimento e desenvolvimento econômico têm gerado novas pressões sobre os ecossistemas naturais, impondo crescentes ameaças à biodiversidade no estado. Nesse sentido, é importe conhecer as espécies que atualmente precisam de mais atenção, que sofrem mais ameaças e correm maior risco de extinção para definir as medidas de proteção mais adequadas e de acordo com a realidade atual.
A trajetória das Listas Vermelhas de Minas Gerais começou nos anos 90, quando o estado definiu as primeiras regras para identificar espécies em perigo. Em 1998, foi publicado o Livro Vermelho das Espécies Ameaçadas de Extinção da Fauna de Minas Gerais incluindo 178 espécies na lista da fauna ameaçada do estado. Em 2000, foi publicada a Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas de Extinção da Flora de Minas Gerais, contendo 537 espécies ameaçadas e 450 presumivelmente ameaçadas.
Atualmente encontra-se válida a Deliberação Normativa COPAM Nº 147, de 2010, que estabelece a Lista de Espécies Ameaçadas de Extinção da Fauna do Estado de Minas Gerais, incluindo 51 espécies de invertebrados, 49 peixes, 10 anfíbios, seis répteis, 113 aves e 45 mamíferos, totalizando 274 espécies da fauna. Já a lista das plantas permanece sem uma atualização desde a última lista publicada em 2000, não havendo nenhuma lista vigente a nível estadual atualmente. Imagine tentar cuidar da sua saúde hoje usando um exame de vinte ou trinta anos atrás. Não funciona, certo? É por isso que precisamos atualizar as Listas Vermelhas de Minas Gerais, precisamos trazer dados reais sobre a nossa biodiversidade hoje!
Nenhuma ciência é completa sem o olhar de quem vive o território. Por isso, a ampla participação dos diversos setores da sociedade é fundamental. Este portal não é apenas um repositório de documentos; é um canal aberto para você contribuir.
Acompanhe as etapas do projeto, e contribua nos momentos de consulta pública. Juntos, transformamos dados em um futuro sustentável para Minas Gerais.
Participantes
Espécies
Equipe